22 de dezembro de 2010

Infantis da Adémia regressa à competição a 8 de Janeiro


A primeira fase do Campeonato Distrital de Infantis será interrompida nos próximos dois fins-de-semana, pelo que a formação da Associação Desportiva e Cultural da Adémia só regressa à competição a 8 de Janeiro, em virtude da quadra festiva (Natal) e Fim de Ano).
Apesar dos feriados de ambos os sábados a obrigarem à interrupção do campeonato, a equipa de infantis da Adémia tem prosseguido com as habituais sessões de treino na “oficina” Ramos de Carvalho.
Na viragem do ano, a jovem formação da Adémia continua a preparar os compromissos que se avizinham, com realce para o encontro com o União de Coimbra A – segundo classificado – a ter lugar a 8 de Janeiro, primeiro jogo relativo a 2011. Trata-se de uma partida que terá lugar no velhinho e “pelado” Campo da Arregaça, pelas 11h00, onde a equipa ademiense “aduba” a ambição de entrar no novo ano com o pé direito e …certeiro.


Infantis da Adémia celebraram a festa de Natal à mesa de jantar

A Festa de Natal é um momento que se reveste de particular importância no contexto desportivo e a equipa e futebol dos infantis da Associação Desportiva e Cultural da Adémia reuniu num jantar a fim de celebrar a efeméride.
O evento, que decorreu num ambiente de paz e tranquilidade numa das salas do Restaurante Albatroz, nos Fornos (Coimbra), juntou toda a estrutura “azul e branca” da categoria, nomeadamente atletas, equipa técnica e dirigentes, com particular relevo para o presidente da colectividade.
A gala de Natal dos infantis “azuis e brancos” – patrocinada por Ferreira Morais & Morais, concessionário Nissan para o distrito de Coimbra – contou, de igual forma, com a presença maciça dos pais e encarregados de educação, numa demonstração clara e inequívoca da importância desta singular reunião, rica no contexto da vida dos seus descendentes no campo desportivo.
Para os capitães da equipa, Ricardo Machado e Marcelo, que foram “convocados” para representar o grupo, o sentimento positivo foi unânime: «Este Natal está a ser muito feliz. 2010 está a ser um ano mesclado de vitórias e pontos perdidos, mas que no entanto esperamos que as vitórias perdurem em 2011».
Ricardo Machado e Marcelo retribuíram «os votos de um bom Natal a todos os presentes», sem descurarem que o jantar natalício «só foi possível graças aos nossos pais, ao patrocínio da Nissan» – através da empresa e concessionária Ferreira Morais & Morais –, «mas não podemos deixar de agradecer à Dona Paula e aos funcionários do Restaurante Albatroz que nos proporcionaram uma deliciosa refeição».
A ambição foi um dos aspectos mencionados como o segredo de toda a estrutura desportiva dos infantis da Adémia para explicar o excelente ambiente que os jovens atletas respiram e transportam. O companheirismo, aliado à disciplina, ajuda amplamente a suavizar os ímpetos próprios da idade dos jovens atletas, muito por culpa do trabalho efectuado pelo professor Augusto Nogueira que, três vezes por semana, os “educa” de forma muito criativa no sentido de os colocar nos trilhos que os conduza a um futuro profícuo e harmonioso, independentemente das qualidades futebolísticas. E, neste particular, pela convergência de entendimento, dentro e fora do campo, que se traduza num objecto de grande relevância na vivência de cada um dos jovens.
O discurso do presidente do clube, Aires Leitão, começou por enaltecer o exemplar comportamento da formação de infantis, Tanto no cômputo desportivo, como ao nível social, largamente demonstrado antes, durante e após o jantar que assinalou o Natal.
A passagem analisada, situada precisamente entre a fase dos agradecimentos e a comunicação, consistiu numa pequena narrativa sobre o grupo de futebol, servindo este como termo de comparação humorística com o professor Augusto Nogueira, na sua condição de treinador.
Esta analogia entre o grupo de futebol e o treinador, além de funcionar como uma estratégia de conteúdo, bem delineada, permitiu ao presidente fazer a transição entre as duas partes do discurso, anunciando e justificando a permanência do técnico à frente dos destinos dos jovens atletas, com certa graça e leveza.
Augusto Nogueira, que não evitou um sorriso pela confiança em si depositada, sabendo de antemão que vai de férias sem o eventual estigma do “chicote”, não conseguiu, contudo, travar a cobiça do seu filho Tiago que, durante a sua (curta mas sugestiva) intervenção, acalorou as emoções, fazendo questão de afirmar que com ele «aos comandos, a equipa estaria com toda a certeza melhor classificada».
Pela boca morre o peixe e, Tiago, que também tem um a relação de amizade a todos os níveis notável com os jovens infantis da Adémia, foi “proposto” Pai Natal de serviço e, com a sua desenvoltura muito peculiar, distribuiu algumas lembranças aos atletas e desejou a todos um Feliz Natal e que 2011 seja um ano recheado de bons resultados, desportivos e escolares. Sem querer acabar com a regra “olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço”, o jovem Tiago tranquilizou os atletas, ao confidenciar que não vai «roubar o lugar ao pai, mas com o empenho de todos, os resultados positivos vão aparecer».




20 de dezembro de 2010

Video do Jantar de Natal 2010



O video é fraquinho mas o jantar foi uma fartança de tanto comer. Que grande ceia natalícia!

19 de dezembro de 2010

Classificação a 18 de Dezembro 2010




PRÓXIMA JORNADA

Académica/OAF A-Pedrulhense
U. Coimbra A-ADC Adémia
Académica/SF A-Souselas
Lorvanense-União FC
Brasfemes-Académica/SF B
Ançã-U. Coimbra B
Eirense-Académica/OAF B

Fotos do jogo: Adémia - Académica SF/A





Recarregar baterias após desaire caseiro frente à Académica/SF A


A Adémia foi este sábado surpreendentemente derrotada na recepção à Académica/SF A, por 1-2, em jogo da 10.ª jornada do Campeonato Distrital de Infantis (Série B) da Associação Futebol de Coimbra. Os “estudantes”, que se viram desde muito cedo na condição de vencedores, num lance de enorme infelicidade para os anfitriões, souberam contrariar as adversidades, perante uma equipa que, uma vez mais, demonstrou algumas dificuldades para chegar com êxito à baliza contrária.
A Académica inaugurou o marcador nos primeiros minutos da partida num lance fortuito. Um remate à entrada da área obrigou o guarda-redes João Sousa a sacudir a bola para a barra com a ponta dos dedos. O esférico, ao contrário do que seria esperado, subiu alguns metros sem nunca ultrapassou a linha de fundo e, de forma caprichosa, desceu vertiginosamente sobre a linha de golo e um avançado, de frente para a bola e rápido quanto baste, posicionou-se de forma a abrir o activo, sem que para isso tivesse havido uma única oportunidade de golo para ambos os lados.
Com o golo madrugador e com muito frio à mistura, a turma visitada acusou o momento e precisou de algum tempo para “aquecer os motores” a fim de responder positivamente à contrariedade. Face o povoamento no miolo do terreno, as ocasiões de golo primaram pela ausência, se bem que coube aos jovens da Adémia as melhores oportunidades para revogar a vantagem dos academistas.
Refira-se, no entanto, que os ademienses estiveram em alguns períodos bastantes lentos, motivo pelo qual não adquiriu o ritmo desejado, facultando a missão à defesa contrária em resolver a perigosidade a que foi sujeita. A Académica, sem efectuar um jogo brilhante, soube, de igual modo, avançar as linhas mais avançadas no terreno e exercitar a atenção de defesas e guarda-redes.
Porém, aos 22 minutos, o desassossegado Leandro, que por diversas vezes tentou resolver o enigma com jogadas “exclusivas”, pecando, muita das vezes, ao nível do individualismo, conseguiu serpentear a defesa academista e “fugir” para o interior da área de rigor como uma bala. Gorada a hipótese de uma falta cirúrgica em terrenos permitidos, o “libero” da turma estudantil não teve outro remédio que rasteirar o melhor marcador da Adémia na área de jurisdição do guarda-redes e provocar uma grande penalidade, permitindo a Leandro repor a igualdade na conversão do castigo máximo e a somar o seu 10.º golo na competição.
A partir daqui, os jovens da Adémia acreditaram que era possível alcançar o intervalo na condição de vencedores mas, mais uma vez, não passaram nas intenções, gizando jogadas pouco esclarecidas sem fazer jus à sua condição de visitada, onde foi notória a ausência da habitual circulação de bola.
Retemperadas as forças, esperava-se uma segunda parte mais acutilante. Puro engano. O frio persistiu e, fruto da pressão que o adversário efectuou, aliada também à ansiedade com que entraram em campo e que lhes tolheu os movimentos, os jovens ademienses “transgrediram” nos desacertos da primeira parte. Porém, é legítimo afirmar que não deixaram de levar perigo à baliza contrária, mas não o fizeram de maneira a “arrombar a fortaleza” e “desobstruir o cofre” recheado de “ouro”.
A Académica, que na segunda parte optou pelo contra-ataque como arma letal – conscientes de que se jogassem de igual para igual poderiam sofrer golos – agigantou-se ligeiramente com as inevitáveis alterações introduzidas no “tabuleiro” ademiense e, por três vezes, ameaçou a baliza à guarda de João Sousa que, no entanto, foi sustendo o “assalto” contrário.
Não era suposto sofrer um golo de contra-golpe, até porque o professor Augusto Nogueira lançou o repto para esse desiderato a partir do banco de suplentes, mas a verdade é que os jovens ademienses deixaram-se surpreender de forma elementar, cometendo um erro defensivo que lhes foi fatal.
A Académica, apesar do 1-1, não alterou a sua estratégia, jogando mais recuado, com as linhas próximas, a "convidar" a Adémia a subir e a "pegar" no jogo, para depois lhe aplicar o "veneno" do contra-ataque. O segundo golo surgiu na sequência de um lance em que a defesa visitada foi apanhada em contra-pé, totalmente descompensada. Com três jogadores academistas contra um, a bola foi colocada da esquerda para a direita num movimento rápido e, através de um pontapé cruzado, a bola é subtilmente colocada junto ao poste contrário da baliza de João Sousa sem a mínima hipótese de defesa.
Daqui para a frente, a Académica controlou e geriu o jogo perante uma Adémia que nunca se entregou, mas que acusou claramente o segundo tento em termos anímicos. O golo academista que veio sentenciar o resultado foi motivo de tristeza que “invadiu” os jovens ademienses, sobretudo porque o triunfo, pela margem mínima, permitiu a fuga da turma escolar na tabela classificativa.
Esta jovem equipa da Adémia, que na pré-época e no início do campeonato realizou exibições seguras e personalizadas com boas jogadas colectivas que resultaram em golos de belo efeito, vai regressar em Janeiro, após as festividades do Natal e Ano Novo, com as baterias recarregadas. É tudo uma questão de tempo…


RESULTADOS

Académica/OAF A-Eirense    3-1
Pedrulhense-U. Coimbra A    0-9
ADC Adémia-Académica/SF A    1-2
Souselas-Lorvanense    3-3
União FC-Brasfemes    3-4
Académica/SF B-Ançã    2-2
U. Coimbra B-Académica/OAF B  0-12

17 de dezembro de 2010

Infantis da Adémia reúnem domingo em Festa de Natal

A equipa de infantis da Associação Desportiva e Cultural da Adémia, em parceria com Ferreira Morais & Morais, concessionário Nissan para o distrito de Coimbra, promove domingo uma Festa de Natal com o objectivo de fomentar os valores da solidariedade e partilha.
O evento, que terá lugar nas instalações do Restaurante Albatroz, nos Fornos (Coimbra), a partir das 20h00, reúne todos os jovens atletas, equipa técnica e seccionista que integram a formação “azul e branca”. Apesar das dificuldades financeiras das famílias, não deixa de ser louvável e engrandecimento deste “pequeno gesto e atitude”, até porque é a primeira vez que esta festa de Natal é organizada nestes moldes, envolvendo todos os jovens atletas do escalão de infantis que, heroicamente, defendem com o emblema da Adémia.
Para marcar a efeméride, pretende-se com esta união de esforços um ambiente caloroso, independentemente da presença, ou não, do Pai Natal, figura lendária que, em muitas culturas ocidentais, distribui presentes aos lares de crianças bem-comportadas na noite da véspera de Natal, o dia 24 de Dezembro, ou no Dia de São Nicolau (6 de Dezembro).
A festa de Natal dos infantis da Adémia não tem por objectivo criar uma lenda, mas sim gerar certezas relativamente à formação. Antes de ser atletas, são pessoas, precisam de afectos e de apoios. O facto de um jovem optar por representar um clube, não pode ser obrigado a ficar longe da família. É cruel e desumano!
É prejudicial para o desenvolvimento de alguns atletas que precisam mais apoios da família que outros. Se um clube presentear com os apoios necessários – independentemente de algumas contrapartidas pelo meio –, os jovens encontram a chave mais eficaz de contribuir para a sua formação. Por isso, não se pretende que esta festa de Natal seja uma lenda, mas uma certeza para o futuro…

Adémia quer deixar prenda no sapatinho aos sócios na recepção à Académica/SF A


A temporada dos infantis da Adémia e Académica/SF A ainda não permitiu perceber ao certo se o tempo é de festejo ou apreensão. A partida entre as duas equipas, que fecha o ciclo antes do Natal, está agendada para sábado (10h00), no Campo Ramos de Carvalho.
Com a bagagem mais leve – dado quer actuam no seu reduto –, os jovens ademienses pretendem deixar antecipadamente uma prenda no sapatinho de sócios, adeptos e simpatizantes.
A alternância de resultados intimida, de certa forma, o mais crédulo. No entanto, e para quem segue de perto as sessões de treino da equipa, sabe que tudo é feito com o máximo empenho e entrega. Também não deixa de ser verdade que o arranque da temporada, iniciada com os jogos de preparação, prometeu muito mais. A determinada altura, o jovem conjunto “azul e branco” tem oscilado entre a euforia e a desapontamento.
Contudo, essa variação até tem uma razão de existir, uma vez que o plantel é demasiado alargado para uma só equipa e bastante diminuto para formar duas, o que constitui elevados entraves para o técnico Augusto Nogueira, sendo obrigado a utilizar a inevitável política de rotatividade.
Face ao elevado número de jogadores – 12 atletas seria o ideal para o escalão de infantis –, as alterações sobressaem, sem que haja, todavia, uma “revolução” acentuada na equipa. Porém, e muita das vezes sem se dar por isso, as oscilações no jogo são notórias, prejudicando, em parte, os propósitos inicialmente traçados.
Naturalmente que também existem outros contratempos, nomeadamente jovens que surgem lesionados ou doentes – o Outono tem sido severamente rigoroso –, mas, apesar disso, a união de grupo tem marcado a diferença, sem dúvida um aspecto assaz positivo.
Não se pretende com tudo isto dissecar os resultados até agora alcançados ou, muito menos, o trabalho que tem sido feito. Bem pelo contrário. Evidentemente que na “oficina” Ramos de Carvalho são “moldadas” todas as “peças” e “oleados” os parâmetros de exigência para que a “máquina” possa “engrenar” na perfeição.
É inquestionável o excelente trabalho patenteado de quem dirige os destinos dos jovens atletas, onde muito das vezes é exibida a constante preocupação no que concerne ao sucesso escolar. Também visível, e não menos importante, é o papel desempenhado antes, durante e após as sessões de treino, no respeito a adoptar uns pelos outros. Um exemplo a seguir.
Depois desta introdução, importa agora antever o próximo compromisso da equipa de infantis da Associação Desportiva e Cultural da Adémia, no confronto que sábado terá pela frente à sua congénere da Académica/SF A. Antecipado uma hora relativamente ao que inicialmente estava previsto (passou das 11h00 para as 10h00), o encontro adivinha-se emotivo, num ambiente de optimismo para as cores “azuis e brancas”.
Na qualidade de anfitriã, a Adémia tem nova oportunidade para subir alguns degraus na tabela classificativa. Não importa o nome do adversário de circunstância, dado que o objectivo já está traçado: vencer para “adoçar” os seguidores da colectividade com um prenda de Natal antecipada.
À entrada para a 10.ª jornada da categoria da Associação Futebol de Coimbra, apenas um ponto separara os dois emblemas. Ambas as equipas, plenas de sentimentos semelhantes, têm como objectivo somar os três pontos, mas a Adémia terá a seu favor o factor casa para aniquilar as esperanças da turma “escolar”. Nos nove jogos já disputados para o campeonato, a Académica/SF A dispõe de um ponto à melhor que a Adémia (15 contra 14), com a particularidade dos avançados da turma estudantil serem mais concretizadores – somam 38 golos marcados, contra os 23 dos ademienses. No que concerne a golos sofridos, a Adémia já consentiu 13, enquanto a Académica/SF A apenas 9.
Tanto ademienses como academistas venceram por quatro ocasiões, com a diferença entre os dois clubes centrada nos empates e derrotas: a Adémia repartiu por duas vezes os pontos em disputa e a Académica três, cabendo aos ademienses a soma de três derrotas, contra duas do seu adversário de sábado, o que traduz bem da semelhança existente entre os dois contendores, pelo que o jogo agendado para as 10h00 de sábado, dia 18 de Dezembro, promete emoções fortes a partir do interior das quatro linhas do Campo Ramos de Carvalho, na Adémia.


15 de dezembro de 2010

Augusto Nogueira: o técnico dos sete ofícios

A gestão desportiva em geral e, particularmente, a de âmbito distrital e regional, vive hoje uma verdadeira “revolução” do seu paradigma de relacionamento com associados e sponsorização, sobretudo ao nível das empresas que procuram viver em harmonia com as colectividades.
No quadro de uma administração que se pretende inovadora, empreendedora e “prestadora de serviços” junto da comunidade – as colectividades de cariz desportivo, cultural ou recreativo, têm dirigentes voluntários e que substituem o Estado –, a Adémia depara-se actualmente com falta de meios humanos para prosseguir a politica desportiva iniciada há alguns anos a esta parte.
Como é do conhecimento geral, o associativismo é o maior fenómeno de actuação da sociedade civil das sociedades modernas. Ao mesmo tempo é um dos maiores movimentos de voluntariado. Conforme já foi referido, o associativismo é um fenómeno de substituição dos órgãos públicos. Quando um clube forma centenas de crianças e jovens, está inevitavelmente a substitui as autarquias e o Estado, que têm nas suas atribuições e competências, a promoção da actividade desportiva e da vida saudável.
Obviamente que existem excepções. Há associações que, sob a capa de desenvolvimento de um fim público, cobram preços nada sociais aos pais. Mas estas árvores não fazem a floresta e, a maioria das associações, são compostas por gente de bem e que dispõem do seu tempo de forma abnegada e com claros prejuízos pessoais e familiares.
Vem tudo isto a propósito das missões suplementares a que se viu foçado o professor Augusto Nogueira, treinador da equipa de infantis da Adémia, na deslocação a Lorvão para defrontar a União Desportiva Lorvanense.
Para além de transportar alguns jovens atletas na sua viatura particular, o técnico ademiense, que tem sabido dinamizar a prática desportiva junto da jovem população de mãos dadas com o associativismo desportivo, viu-se na contingência de “vestir” o “fato-macaco”, arregaçar as mangas e assumir o papel de dirigente, roupeiro, massagista, entre outros.
Não se trata de uma sucessão de críticas mas sim de um “parecer” elogioso – e legítimo – para uma figura que demonstra uma grande visão e poder de estratégia na orientação dos jovens atletas. Para além de ser uma grande aposta para a verdadeira consolidação da Associação Desportiva e Cultural da Adémia, Augusto Nogueira não regateia a esforços para desempenhar papéis de enorme nobreza para o bem-estar dos jovens atletas que superiormente dirige, coadjuvado, na circunstância, pelo filho Tiago, também um jovem que já defendeu as cores “azuis e brancas” da Adémia, amparando a criar o ambicionado ambiente caloroso fora de portas.
Ambos não deixaram cair a “âncora do navio”, demonstrando que, todos juntos, é possível fazer mais e melhor pela Associação Desportiva e Cultural da Adémia. Por outro, pai e filho deram um sinal evidente da qualidade técnica e de gestão, sabendo dar projecção a uma colectividade com três décadas de existência.

Parabéns aos dois pela clarividência e capacidade demonstradas, envolvendo a desmaterialização de meios e simplificação de procedimentos. Opinar, gerar pensamento e opinião nos outros são tarefas que cabem a todos nós. Podemos concordar ou discordar relativamente à opinião de cada um, mas devemos valorizar quando, de forma livre, as pessoas dizem o que pensam, sem ofender nem faltar com a verdade.

Classificação a 11 de Dezembro 2010




PRÓXIMA JORNADA

Académica/OAF A-Eirense
Pedrulhense-U. Coimbra A
ADC Adémia-Académica/SF A
Souselas-Lorvanense
União FC-Brasfemes
Académica/SF B-Ançã
U. Coimbra B-Académica/OAF B